Como começou a ALMARUGBY

Para explicar como surgiu a ALMARUGBY e assim você começar a entender o que é a ALMARUGBY vou precisar contar um pouco também da minha história.

O ano de 2010 para mim foi um ano muito difícil. Foi o ano onde comecei a questionar muitos pontos da minha vida. Iniciei um processo de autoconhecimento bastante profundo e com isso muitas transformações começaram a acontecer.

ALMARUGBY: avião pousando

Já em 2011 desde o início foi a preparação para viver um sonho. Passagem comprada, ingressos na mão e eu e mais 3 amigos em direção a Copa do Mundo de rugby na Nova Zelândia. Iria passar 1 mês conhecendo o país que sonhava conhecer e de quebra assistir uns clássicos do rugby mundial. Nada mal né?! O mais impressionante é que lá mergulhei numa cultura tão incrível que não queria mais voltar. Aliás, quando voltei, já comecei a fazer planos para me mudar para lá o quanto antes. O problema que encontrei é que não conseguiria levar junto toda a minha família, todos os meus amigos e sou muito ligado a eles. Não conseguiria ir embora e me desligar assim das pessoas que amo.

Foi então que começou a surgir a ideia de trazer aquela cultura, importar aquele estilo de vida de colaboração. Eu sempre me preparei para empreender, sempre quis criar meu próprio negócio, mas sempre me faltou algo essencial em todas as ideias de business que me surgiam. Faltava propósito. Na época nem dava esse nome, mas faltava aquele algo a mais do que a atividade em si. E infelizmente, o que me despertou para isso foi um dos dias mais tristes da minha vida. No final de 2012 meu pai faleceu num trágico acidente de moto. Médico e trabalhando em sua clínica e hospital no interior de São Paulo, no velório suas pacientes foram se despedir e todas diziam “e agora, quem vai cuidar de mim?”. Essa frase que ouvi repetidas vezes ao longo do dia, passou a ser forma de eu me questionar ainda mais. E eu? Qual seria o meu legado? O que falariam de mim quando eu morrer?

Com isso fervilhando na minha cabeça, acredito que comecei a chegar ao fim do meu processo de transformação em 2013. Decidi que iria estudar e me preparar para mudar de carreira. Ao longo dos mais de 10 anos que vivi como consultor de tecnologia, eu era sempre conhecido nos projetos que realizei como “o cara do rugby”. Isso me incomodava na época, pois queria ser conhecido pelo que eu fazia ali e não pelo meu hobby. Mas nesse momento, comecei a perceber que aquilo poderia ser um sinal.

Junto com amigos do rugby, de diferentes clubes daqui de São Paulo, saíamos para almoçar com frequência. Nessa época, todos começavam a contar sobre acontecimentos em seus respectivos clubes que não condiziam com o que estávamos acostumados. Situações e posturas que eram diferentes das que esperamos de verdadeiros jogadores de rugby. Ouvir aquelas histórias e ver muitas dessas atitudes também no clube que me formou foi uma coisa que me incomodou muito. Aliado ao crescimento do esporte no país que estava acontecendo, era a fórmula para perdermos tudo o que conhecia como bacana no rugby e o Brasil perder tudo que realmente faz do rugby ser esse esporte único. Precisava fazer algo a respeito.

Me matriculei no MBA de gestão de mercados na ESPM e logo no inicio um dos professores nos convidou para as palestras da semana de marketing. Evento realizado anualmente, a cada edição havia um tema. E o professor anunciou que o tema do ano de 2013 era “Do hobby ao job“. Foi nesse momento que tive certeza que estava tomando as decisões corretas. E os “sinais” foram muitos.

Tive uma ideia, eu queria montar algo que trouxesse a tona os valores do rugby, uma forma de divulgar as regras de convivência para quem quisesse fazer parte dessa família do rugby, mostrar para as pessoas uma cultura vencedora, de colaboração e respeito como eu tinha vivido na Nova Zelândia. Foi então que conversando com o Emerson Cação, um grande amigo e executivo que admiro muito, surgiu o nome ALMARUGBY.

Nome que transmitia na essência toda a experiência que havia passado durante a Copa do Mundo de 2011. Que remetia ao país onde todos que conhecem um pouco do esporte tomam como referência. E como falo para todos com quem converso, será que a Nova Zelândia é o país com menor índice de corrupção porque tem rugby na sua cultura ou tem rugby na sua cultura porque tem o menor índice de corrupção?

Foi assim que começou a ter inicio essa nova história. Foi no momento que uni negócio + propósito que os caminhos começaram a se abrir e num próximo post eu continuo a contar essa trajetória.