A Visão de um Offsider no Rugby

Olá, perdoem o termo estranho, mas já explico o porquê do Offsider.

Trata-se de uma tentativa de fazer uma brincadeira entre alguém totalmente de fora de algo, e estar fora de jogo durante uma ação numa partida de rugby. Quase um pleonasmo de como eu me considero no mundo do rugby.

E por que isso?

Desde criança, por influência do meu pai, além do futebol, sempre fui um apreciador de diferentes esportes como espectador. Assistia a qualquer modalidade que nos anos 80 passava especialmente na TV Bandeirantes, Basquete (que joguei for fun a vida toda), e automobilismo – sou da geração do Oscar e Piquet – foram meus prediletos. Porém somente em 2007, apesar de ter conhecimento quanto à existência da modalidade, assisti de verdade a uma partida de rugby durante a copa do mundo da França. Entendi muito pouco, principalmente nas possibilidades e ações no break down, mas peguei gosto pela dinâmica geral e intensidade das partidas, com a sequência de transmissões do rugby internacional na TV, o meu interesse foi aumentando, mas como mais um esporte legal para assistir.

Pelo fato de nunca ter jogado, por ainda não acompanhar à época o rugby local, apenas o internacional pela TV. Eu não fazia ideia do que era a tal cultura de rugby, e o que o diferia de outras modalidades. Até que por uma coincidência do destino, um certo irlandês que viria a ser meu cunhado, me contou toda a história. Os princípios, valores, a lenda do Webb Ellis, Irlanda unida, Lions, Barbarians, copa de 95, transição para o profissionalismo e seus desdobramentos, etc. Foi um eureca, onde o rugby esteve todo esse tempo que não fez parte da minha juventude!? Em paralelo, para quem é leigo, torcedor/público isso faz diferença. O início do processo de organização do rugby local começou a chamar a atenção, por algum tempo acompanhei o que passava pela TV e mídias sociais. Como gosto da história das coisas, fui estudar como era e o que tinha acontecido no rugby brasileiro antes de eu conhecê-lo.

Passados alguns anos, não é fácil para um leigo saber onde tem rugby por aqui com antecedência para se programar, aprendi onde me informar, Portal do Rugby, páginas nas redes sociais como Rugby Brasil, CBRu, FPR, Hurra, ALMA, diversos clubes, grupo de whattsapp foram fundamentais. Foi só em 2015 que fui assistir in loco a WS feminina em Barueri, depois as semifinais do Super 8 (ou 10 não me lembro) no Ibirapuera. E ainda no mesmo ano ao primeiro jogo do Brasil no Pacaembú, daí não parei mais. Quase todos os jogos do Brasil (tests, ARC e Sula), WS/16, campeonato paulista, taça Tupi, Super Sevens, feminino XV em Louveira (ou Vinhedo), Super Rugby em BUE, etc, me tornei um aficionado e consumidor de rugby nacional, como fazia com as outras modalidades, mas este “tackleou” a minha vida de torcedor, etc.

 

Agora é a sua vez, comenta aqui como você conheceu o Rugby!

  • Luis Rodolfo C. Creuz

    Show. Bacana o depoimento. 😉