Visão do Offsider: Brasil e Espanha direto do estádio

Começando pelo final, nossos Tupis bateram de frente contra uma forte e ascendente seleção europeia no cenário do Tier 2 (os tiers são uma classificação informal onde o Tier 1 é formado pelas 9 seleções mais fortes do globo), que provavelmente participaria do mundial deste ano no Japão se não tivesse sido desclassificada durante as eliminatórias por escalação irregular de alguns atletas. Jogaram em igual nível e terminaram no ataque com a última bola do jogo tendo reais chances de pontuar e virar o placar, mas um knock-on dentro da linha de 22 metros da Espanha determinou a vitória aos ibéricos.

Onde perdemos e o que aprendemos? Principalmente no primeiro tempo, perdemos em alguns furos de tackle na linha de vantagem, e após rucks sem oposição com adversário levantando a bola e saindo em carregada. Assim aprendemos que neste nível a velocidade do jogo de mãos, da recomposição defensiva e do apoio é muito maior e temos que estar ligados o tempo todo. No 2º tempo o Brasil conseguiu equilibrar, talvez um pouco pela queda de físico dos espanhóis, mas é fato que eles não produziram nada ofensivamente. E pelo Brasil no 2º tempo ficou latente que também precisamos evoluir na tomada de decisão nos momentos agudos do ataque, dominamos a posse e o protagonismo das ações, mas fizemos poucos pontos apesar que criarmos situações. Por fim, saber ler e se adaptar à forma como o árbitro aplica as leis do jogo, respeitosamente argumentando na medida do possível o que não estiver correto, como por exemplo os seguidos avanços de formação dos espanhóis durante os scrums, principalmente do pilar #1.

No próximo sábado tem mais, em Jundiaí contra a Romênia que venceu o Chile em Valparaíso mas sem se impor, força Tupis!!! Vamos em frente!!!